quarta-feira, 28 de maio de 2008

Foi a Torcida do "Boca" que falou!

O time do Fluminense é muito pouco conhecido pelos argentinos. Ninguém faz idéia de quem sejam Washington, Dodô e Thiago Neves, por exemplo. Já a torcida tricolor é bastante conhecida dos torcedores do Boca. Na principal loja de artigos esportivos situada em frente à Bombonera, não há camisas de times brasileiros à venda, como acontece por toda a cidade. Mas há uma parede com uma camisa do Boca pendurada bem ao lado de uma da principal torcida organizada do Palmeiras, com a frase "Bateria nota 10", e outra da principal do Fluminense. - Igual à torcida do Boca, a 12 (principal organizada do clube), não há em lugar nenhum do mundo. Ela canta o tempo todo. No Brasil, as duas mais parecidas são a do Palmeiras e do Fluminense. Muito se fala na do Flamengo, mas o pessoal que é mais fanático aqui no bairro fica ligado em como são as torcidas brasileiras e diz que quando tem um Fla-Flu é a torcida do Flu que canta mais e é mais bonita.- explica Angel Lugo,35 anos, torcedor do Boca. Não é apenas a torcida rubro-negra, a maior do Brasil, que é desprezada. A fiel torcida corintiana, segunda maior, também. - Santos é um clube de um time só, aquele de Pelé. Corinthians a gente só sabe que existe por causa dos turistas. Há muitos corintianos em Buenos Aires, mas futebolisticamente não são de nada. Curioso é o São Paulo, que tem o melhor time do Brasil, o melhor do mundo depois do Boca, e a torcida é de mudos. Por isso é que a do Palmeiras se sobressai – avalia.

fonte: http://globoesporte.globo.com/Esportes/Noticias/Times/Fluminense/0,,MUL580769-9866,00-PELO+MENOS+A+TORCIDA+DO+FLU+O+BOCA+JUNIORS+CONHECE.html

segunda-feira, 19 de maio de 2008

A Grande Marcha Meu TCC de Jornalismo: O que foi a Coluna Prestes?

Foi um movimento político-militar de origem tenentista, que entre 1925 e 1927 se deslocou pelo interior do país pregando reformas políticas e sociais e combatendo o governo do então presidente Arthur Bernardes e, posteriormente, de Washington Luís. O Tenentismo - O movimento tenentista não é facilmente definível. Possui um programa extremamente difuso, mas algumas linhas gerais podem ser delineadas. Sua insatisfação com a República Velha leva-os a requerem voto secreto e um maior centralismo político. Ademais, exigem ensino público para facilitar o acesso às informações por parte da população carente. São idealistas, porém elitistas. Golpistas, mas reformistas. Prova inconteste da falta de clareza dos ideais tenentistas é que a inúmeras tendências aderiram os líderes do movimento. Alguns tornaram-se comunistas, outros nazi-fascistas, outros ainda conservadores. Cumpre realçar que a maior parte do movimento era composto por capitães e tenentes da classe média, donde originou-se o ideal de "Soldado Cidadão". Após a derrota do movimento paulista, em 1924, um grupo de combatentes recuou para o interior sob o comando de Miguel Costa. No início de 1925 reúne-se no oeste do Paraná com a coluna do capitão Luís Carlos Prestes, que havia partido do Rio Grande do Sul. Sempre com as forças federais no seu encalço, a coluna de 1 500 homens entra pelo atual Mato Grosso do Sul, atravessa o país até o Maranhão, percorre parte do Nordeste, em seguida retorna a partir de Minas Gerais. Refaz parte do trajeto da ida e cruza a fronteira com a Bolívia, em fevereiro de 1927. Sem jamais ser vencida (venceu todas as batalhas), a coluna Prestes enfrenta as tropas regulares do Exército ao lado de forças policiais dos Estados e tropas de jagunços, estimulados por promessas oficiais de anistia. Acredita-se que até o cangaceiro Lampião foi convocado para derrotar a Coluna Prestes. A coluna poucas vezes enfrentou grandes efetivos do governo. Em geral, eram utilizadas táticas de despistamento para confundir as tropas legalistas. Ataques de cangaceiros à Coluna também reforçam o caráter lendário da marcha, mas não há registros desses embates. Nas cidades e nos vilarejos do sertão, os rebeldes promovem comícios e divulgam manifestos contra o regime oligárquico da República Velha e contra o autoritarismo do governo de Washington Luís, o qual mantém o país sob estado de sítio desde sua posse, em novembro de 1926. Os homens liderados por Luís Carlos Prestes e Miguel Costa não conseguem derrubar o governo de Washington Luís. Entretanto, com a reputação de invencibilidade adquirida na marcha vitoriosa de 25 mil quilômetros, aumentam o prestígio político do tenentismo e reforçam suas críticas às oligarquias. Com o sucesso da marcha, a Coluna Prestes ajuda a abalar ainda mais os alicerces da República Velha e preparar a Revolução de 30. Projeta também a liderança de Luís Carlos Prestes, que posteriormente entra no Partido Comunista Brasileiro. Após liderar a Intentona Comunista de 1935, torna-se uma das figuras centrais do cenário político do país nas décadas seguintes.