Cresce em Osasco o Mercado da Prostituição
Cresce em Osasco o Mercado da Prostituição Badalação e festa, este é o cenário que movimenta a noite em Osasco, um insinuante convite ao prazer. Dentro desse contexto se esconde uma das profissões mais antigas do país: a prostituição. Na avenida Primitiva Vianco, centro da cidade, encontram-se diversas moças e mulheres na faixa etária de 18 a 40 anos, que transitam pelas calçadas à procura de programas. “Meu sonho era ser modelo e brilhar nas passarelas”, diz Palomas Kiss, de 27 anos. A garota revela também que, apesar de não gostar do oficio, o dinheiro vale a pena. “Nunca imaginei que iria ter dois carros e um apartamento em menos de três anos. Ainda não me vejo deixando as ruas”, conclui.Segundo pesquisas publicadas pelo Instituto de Pesquisa Datafolha em 2003, o mercado do sexo é o que mais cresce e atrai turistas para o Brasil: segundo os dados, 25% dos estrangeiros com mais de 40 anos que visitam o país estão em busca de sexo e erotismo.Para Kati-li, 28 anos, que esta há dois anos e meio nessa profissão, o oficio é perigoso. “Espero voltar a estudar e concluir o 2º grau, quero abandonar essa vida, casar e ter uma família”, revela. A garota também explica que cobra 100 reais por programa, realizando 4 por dia. “No fim do mês tenho 2.400 reais”, diz. Ela comenta que teve uma colega que contraiu o HIV, o vírus da Aids. “Por isso aviso aos meus clientes sem preservativo na tem nem conversa”, completa.A maioria das prostitutas que trabalham em Osasco sabem que existe um projeto em votação em Brasília, que estuda a regularização da profissão com registro em carteira. Mas a maioria das garotas são contra a lei, pois teriam que contribuir declarando imposto de renda. “Acho isso um absurdo a intenção dessa lei é somente o lado financeiro, e não a nossa profissão”, declara Danica, de 39 anos, que trabalha desde 1993 em Osasco. A goiana de Anápolis conta seu dilema a respeito do seu cotidiano e profissão. “Engravidei cedo, aos 20 anos, e tive que sustentar meu filho sem a ajuda de ninguém”, conta ela. “Além disso, nesse oficio já fui brutalmente espancada e esfaqueada por um cara que me roubou a féria do dia”, revela.Nas ruas, Danica fala sobre a preferência dos clientes pelas garotas de 19 anos e agenciadores. “Sei que estou ficando velha, por isso, em 2006, não me prostituo mais. E com o dinheiro que guardei quem sabe não abro uma bombonieri?”, promete. Danica conta também que, quando tinha 22 anos, foi convidada por agenciadores para ir à Espanha. “A intenção era me explorar então recusei”, diz.Confiante em dias melhores a mulher de olhar triste, comenta sobre o uso de drogas pratica normal no convívio das meninas. “A maioria das garotas usam drogas, já entrei nessa e me dei mal”, revela.Danica expõem sua visão sobre a prostituição. “Hoje em dia as garotas alugam apartamentos para atender os clientes, montam sites, e books fotográficos, além de gastar fortunas em salões de beleza. Mas posso afirma com toda convicção que todo o dinheiro que vem fácil acaba rápido também”, acredita.Observação: Todas as pessoas entrevistadas nesta matéria usaram pseudônimos para proteger suas identidades. Jornalista José Luiz Ribeiro Júnior 30/05/1978
Cresce em Osasco o Mercado da Prostituição Badalação e festa, este é o cenário que movimenta a noite em Osasco, um insinuante convite ao prazer. Dentro desse contexto se esconde uma das profissões mais antigas do país: a prostituição. Na avenida Primitiva Vianco, centro da cidade, encontram-se diversas moças e mulheres na faixa etária de 18 a 40 anos, que transitam pelas calçadas à procura de programas. “Meu sonho era ser modelo e brilhar nas passarelas”, diz Palomas Kiss, de 27 anos. A garota revela também que, apesar de não gostar do oficio, o dinheiro vale a pena. “Nunca imaginei que iria ter dois carros e um apartamento em menos de três anos. Ainda não me vejo deixando as ruas”, conclui.Segundo pesquisas publicadas pelo Instituto de Pesquisa Datafolha em 2003, o mercado do sexo é o que mais cresce e atrai turistas para o Brasil: segundo os dados, 25% dos estrangeiros com mais de 40 anos que visitam o país estão em busca de sexo e erotismo.Para Kati-li, 28 anos, que esta há dois anos e meio nessa profissão, o oficio é perigoso. “Espero voltar a estudar e concluir o 2º grau, quero abandonar essa vida, casar e ter uma família”, revela. A garota também explica que cobra 100 reais por programa, realizando 4 por dia. “No fim do mês tenho 2.400 reais”, diz. Ela comenta que teve uma colega que contraiu o HIV, o vírus da Aids. “Por isso aviso aos meus clientes sem preservativo na tem nem conversa”, completa.A maioria das prostitutas que trabalham em Osasco sabem que existe um projeto em votação em Brasília, que estuda a regularização da profissão com registro em carteira. Mas a maioria das garotas são contra a lei, pois teriam que contribuir declarando imposto de renda. “Acho isso um absurdo a intenção dessa lei é somente o lado financeiro, e não a nossa profissão”, declara Danica, de 39 anos, que trabalha desde 1993 em Osasco. A goiana de Anápolis conta seu dilema a respeito do seu cotidiano e profissão. “Engravidei cedo, aos 20 anos, e tive que sustentar meu filho sem a ajuda de ninguém”, conta ela. “Além disso, nesse oficio já fui brutalmente espancada e esfaqueada por um cara que me roubou a féria do dia”, revela.Nas ruas, Danica fala sobre a preferência dos clientes pelas garotas de 19 anos e agenciadores. “Sei que estou ficando velha, por isso, em 2006, não me prostituo mais. E com o dinheiro que guardei quem sabe não abro uma bombonieri?”, promete. Danica conta também que, quando tinha 22 anos, foi convidada por agenciadores para ir à Espanha. “A intenção era me explorar então recusei”, diz.Confiante em dias melhores a mulher de olhar triste, comenta sobre o uso de drogas pratica normal no convívio das meninas. “A maioria das garotas usam drogas, já entrei nessa e me dei mal”, revela.Danica expõem sua visão sobre a prostituição. “Hoje em dia as garotas alugam apartamentos para atender os clientes, montam sites, e books fotográficos, além de gastar fortunas em salões de beleza. Mas posso afirma com toda convicção que todo o dinheiro que vem fácil acaba rápido também”, acredita.Observação: Todas as pessoas entrevistadas nesta matéria usaram pseudônimos para proteger suas identidades. Jornalista José Luiz Ribeiro Júnior 30/05/1978

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